O MacGuffin: FATUUS FATUUM INVENIT

quarta-feira, novembro 03, 2004

FATUUS FATUUM INVENIT

O Contra a Corrente errou, o Pula Pula Pulga ganhou. Ganhou, aliás, explorando, de forma leal e edificante, o estilo “conservador” (leia-se “reaccionário”) deste blogue, as pueris contradições que se vão por aqui enleando, a falta de lucidez aliada à atitude de subserviência para com os poderes instituídos, que caracteriza a prosa de quem ousou baptizar pateticamente o seu blogue de “Contra a Corrente”. Um trabalho elegantíssimo, minucioso, ex cathedra, cientifico, com um índice de infalibilidade a rondar os 100%.

Por estas e pelas razões que se seguem, sugiro que deixem de ler o Contra a Corrente.

13 Razões Para Deixar De Ler O Contra a Corrente E Passar A Ler O Pula Pula Pulga

1. No Contra a Corrente o “discurso”, apesar de “alegrete”, é “pobrete”. No Pula Pula Pulga não;

2. O Contra a Corrente tem “o seu quê de lúdico” mas falta-lhe “elaboração”. O Pula Pula Pulga, para além de lúdico, é extremamente elaborado;

3. O Contra a Corrente é “previsível”. O Pula Pula Pulga é totalmente imprevisível;

4. No Contra a Corrente o rigor é nulo. No Pula Pula Pulga é tudo devidamente fundamentado;

5. O Contra a Corrente está ao serviço do establishment, logo “a favor da corrente”. É o Pula Pula Pulga que está “Contra a Corrente”;

6. O Contra a Corrente acredita que o problema está com a democracia e não com Alberto João Jardim, apesar de achar que a democracia é o melhor sistema. O Pula Pula Pulga sabe que não é assim: os eleitores da Madeira é que são o problema (estúpidos há mais de 20 anos);

7. O Contra a Corrente insiste no dirty realism de pensar que a relação entre o poder político e os órgãos de comunicação social nunca foi, nem será, inocente, distante, circunstancial. O Pula Pula Pulga acredita no Pai Natal;

8. O autor do Contra a Corrente é, para alem de tosco, um idiota da subjectividade. No Pula Pula Pulga tudo é objectividade;

9. No Contra a Corrente as teorias da conspiração não têm lugar e o “cenário é tudo”. No Pula Pula Pulga não: é lá que “o” filme está em cartaz;

10. No Contra a Corrente “prefere-se a Spectator ao Pula Pula Pulga”. No Pula Pula Pulga não: a preferência vai inteirinha para o Pula Pula Pulga;

11. O Contra a Corrente alberga uma criatura “totalmente impermeável à realidade e à razão”. No Pula Pula Pulga não: quem lá escreve já viu a luz e a razão entra-lhe por todos os poros e orifícios;

12. O autor do Contra a Corrente vai prestando, de babugem em babugem, uma reverencial homenagem aos seus putativos mestres. No Pula Pula Pulga não: as referências vêm de dentro, ou seja, do próprio Pula Pula Pulga;

13. O Contra a Corrente é incapaz de realizar o óbvio: o Eng. Paes do Amaral é um mafarrico e o Prof. Dr. Rebelo de Sousa um santo;

PS: com a devida vénia, e agradecendo, desde já, as capacidades intelectuais de PPP, o Pula Pula Pulga passa a fazer parte dos “Muito Cá De Casa”.

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