O MacGuffin: O PIGLET E O IGOR

sexta-feira, outubro 08, 2004

O PIGLET E O IGOR

O JMF tem razão: o “ninguém está a imaginar” é excessivo. Neste país, há sempre alguém a imaginar qualquer coisa. O que é bom porque, às tantas, acerta-se. Até lá, percorrem-se as mil e uma teorias da conspiração. Veja-se, por exemplo, o caso do inefável Luis Osório, para quem este caso se insere numa estratégia de terra queimada engendrada por Pedro Santana Lopes para destruir o governo e sair dos escombros como vitima e herói. De facto, há sempre alguém.

De resto, eu até dou de barato que o Dr. Paes do Amaral tenha dito ao tio Marcelo “Ó tio, modere-se lá, se faz favor. Olhe que estes tipos da Alta Autoridade são lixados e eu até quero manter as melhores relações com o poder” (comentário circunstancial perfeitamente normal, ou pensarão V. Exas. que estas coisas não se falam? Em que mundo é que vivem?). Mas se isto é censura, eu sou o Piglet e o JMF o Igor.

E já agora, caro JMF, se não for pedir muito, agradecia que o meu amigo, ao retirar frases do contexto, tentasse, ao menos, abarcar o sentido do parágrafo. É que logo a seguir ao “Ninguém está a imaginar o Dr. Paes do Amaral, presidente de um grupo privado, a ceder a eventuais pressões de membros do governo no sentido de despedir o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa da cadeira de comentador” estava escrito: “Seria o cúmulo da insensatez de uns e de outros”.

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