O MacGuffin: É DO SANGUE, DIZ ELE...

terça-feira, setembro 14, 2004

É DO SANGUE, DIZ ELE...

”Se fosse explicável, não seria aristocrático. É do sangue, nasci assim, que fazer? 76 quilos.”. Minhas senhoras, e meus senhores, passa a ser «aristocrático»:

1. Ensaiar, com brutal sucesso, o desaparecimento de uma generosa dose de espargos com carne do alguidar em pouco mais de dois minutos;

2. Alambazar-se, ao pequeno almoço, com quatro torradas de perímetro superior ao rectus femoris muscle da Serena Williams, a partir de pão do Torrão (cuja densidade, segundo estudo em laboratório credenciado, andará poucos furos abaixo da de um pneu Mabor já nas lonas), afogadas misericordiosamente em manteiga dos Açores e, posteriormente, barradas (as torradas) em doce de figo cuja composição inclui 70% de açúcar anti-hermesetiano;

3. Desbastar, com virtuosismo Schumacheriano, um presunto pata negra (amputado a um animal que terá passado, obrigatoriamente, a sua vida a comer bolota e erva tenrinha), seguido de um paio enguitado dos Beloteiros de Arronches (não necessariamente por esta ordem);

4. Enfiar «debaixo da camisa», sobretudo de madrugada e enquanto se revê um qualquer episódio do Blackadder, uma taça de mousse de chocolate «caseira» (feita em casa, portanto), se possível após o ponto 3);

5. E, last but not least, passear por Évora, à tarde, na companhia de uma caixa com fatias douradas, a encetar sempre que um homem quiser (como o Natal), depois de deglutidos um “Beijinho de Freira” e uma dose medieval de “Pão de Rala”, confeccionados (as fatias, o "beijinho" e o "pão de rala") pelas mãos da fada Ercília.

Tomei conhecimento.

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