O MacGuffin

segunda-feira, outubro 06, 2003

KAZAN
Elia Kazan morreu. Falou-se da obra? Escreveu-se sobre a cinematografia do grande realizador, autor de “Panic in the Streets”, “Splendor in the grass” ou “Streetcar named desire”? Pouco ou nada. Porque importava falar de Kazan, o bufo. De Kazan, o pérfido. De Kazan, o traidor.
Duas coisas: 1.ª) o moralismo do politicamente correcto tornou-se irreversível, conduzindo à paranóia; 2.ª) o que serve para uns, não se aplica a outros. Exemplos? Lembrem-se do comportamento altamente dúbio de Brecht na época da caça às bruxas de Parnell Thomas (leiam o Intellectuals de Paul Johnson ou Anything Your Little Heart Desires de Patricia Bosworth, filha de Bartley Crum). Mas Brecht é um herói, não é?

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