O MacGuffin: Ao cuidado da Alexandra Lucas Coelho

terça-feira, janeiro 06, 2009

Ao cuidado da Alexandra Lucas Coelho

bandeira_israel

8 Comentários:

Blogger Margarida Pereira disse...

...que maçada..., então é preciso isto? Já não a leio há tempo demais. Quando lia, queria poder escrever assim. Ou à volta desse estilo.
E agora, isto?!
Perdi-me.

9:28 da manhã  
Blogger LF disse...

Eu punha a cruz suástica em vez da estrela, naquele que é um dos mais negros paradoxos da história do nosso tempo.
Como é que alguém que se diz tão massacrado por um holocausto, é capaz de acções criminosas e de tal modo desproporcionadas como esta ?
Eis um verdadeiro case study sociológico.

Não há bons nem maus nesta história. Mas não se pode confundir, por um lado, acções de estado com grupos armados, nem, por outro, dois mortos com centenas deles.

11:07 da manhã  
Blogger MacGuffin disse...

Assinalo o teu particular cinismo quando dizes que “não há bons nem maus nesta história” mas antes deixaste bem claro que os israelitas são para ti nazis. Cruz suástica? É curioso como ainda não te vi escrever uma linha explicita, sem “mas” ou “ses” aos terroristas do Hamas, que são mais um dos braços armados do Irão e que criminosa e cobardemente utilizam os seus escudos humanos na luta contra a existência de Israel. Desproporção? Querias o quê: que Israel comprasse rockets ao Hamas ou ao Irão para usar o mesmo tipo de armas que eles utilizam? Que por cada morte de um civil israelita, as IDF matassem um civil palestiniano e não olhassem para os guerrilheiros do Hamas? A não ser que, para ti, os membros do Hamas sejam todos civis e que as acções do Hamas sejam justas e justificáveis.

1:18 da tarde  
Blogger LF disse...

As acções do Hamas são tão (in)justificáveis como a das forças armadas israelitas.
Para mim não há qualquer razão, em situação alguma, que justifique a morte de civis inocentes.

Mas, sinceramente, acho que um estado tem mais responsabilidades do que um qualquer grupo armado. Senão nada no mundo faz sentido.
Até porque se trata de um povo que sofreu o que sofreu.
Pelos vistos não chegou para aprender...

6:53 da tarde  
Blogger MacGuffin disse...

Estou cansado de assistir à utilização de epítetos sórdidos e nojentos contra Israel. Assim como estou cansado de assistir à equivalência entre terrorismo e «terrorismo de Estado». Como tu, aliás, o fazes, previsivelmente. Para ti, o que o Hamas faz, preconiza e planeia deve ser enfiado no mesmo saco das acções israelitas. Podemos discutir tudo o que quiseres, mas não atender à diferença entre o terrorismo indiscriminado, sobre populações civis, inscrito numa estratégia de aniquilação de um Estado e numa bestialização e diabolização dos judeus, levado a cabo pelo Hamas, e as acções de defesa e de prevenção das forças israelitas, que tentam combater os operacionais do Hamas – os tais que lhes querem matar os filhos e não reconhecem a sua existência -, tentado poupar ao máximo as populações civis (não é por acaso que eles foram para o terreno, casa a casa, rua a rua, assim como não é por acaso que numa região com a maior densidade populacional do mundo o número de mortos não ascenda a milhares) – não atender a isto não é só desleal, do ponto de vista da discussão, mas é, acima de tudo, irracional. Mais: ajuda a branquear na perfeição e directamente os actos abjectos dos terroristas do Hamas, que se servem das suas próprias populações civis para se defenderem COBARDEMENTE. Israel tem o direito inalienável de se defender contra um bando de bárbaros que querem destruir o seu país e o seu povo. Por cada imagem de uma criança morta por um bombardeamento israelita, o meu coração aperta-se mas a minha raiva vai direitinha para o Hamas, os maiores inimigos dos palestinianos. E digo-te mais: Israel tem que devolver terras e desmantelar os colonatos. Mas não é num clima de intimidação e de guerrilha contra o seu povo que o vai fazer. O que não deixa de ser trágico.

8:33 da tarde  
Blogger LF disse...

Discutir este tema contigo torna-se um pouco difícil, pois tu defendes Israel de uma forma que ultrapassa qualquer espécie de racionalidade.
No fundo falas de Israel e dos judeus como eu falo do Benfica, com a mesma dose de emotividade e quase de paixão (para-patriotismo ?? religiosidade ??). Essa das "acções de defesa e prevenção", se não fosse trágica, quase me faria rir.

Não defendo o Hamas, nem defendo qualquer acto terrorista. Mas se por um lado não tenho dúvidas que não é bombardeando escolas e hospitais que se vai acabar com o terrorismo - muito pelo contrário -, por outro creio que um estado, ao colocar-se no mesmo plano dos métodos que diz combater, perde toda e qualquer razão. Sobretudo se actua de forma totalmente desproporcionada, como é manifestamente o caso.

Além disto, se queres que te diga, independentemente do Hamas ou do Hezzbolah, estou também farto da constante vitimização histórica com que os judeus pretendem manipular a opinião pública internacional.
No fundo trata-se de um povo que escreveu a maioria das páginas da sua história a sangue, algumas vezes próprio, mas muitas vezes alheio.
Mal comparado, fazem lembrar aqueles putos reguilas que andam sempre à porrada com todos, sempre metidos em sarilhos, acabam por levar uma facada e logo se queixam e armam em vítimas.

10:03 da manhã  
Blogger MacGuffin disse...

Se te é assim tão difícil discutir comigo, não discutas mais. Dedico-te o próximo post: o artigo de Helena Matos no Público. Faço minhas as palavras dela. Para finalizar, se me permitires, peço-te o seguinte: não voltes a dar a ideia de que historicamente o povo judeu fez derramar mais sangue do que aquele que derramou. A História é História. Não podes voltar a escreva-la como te apetece. Há limites para isso. A não ser que - e eu recuso-me a acreditar nisso porque te tenho intelectualmente em boa conta - te tenhas deixado levar pela literatura neo-nazi ou anti-semita que por aí anda.

12:11 da tarde  
Blogger Margarida Pereira disse...

UM PASTOR ÁRABE PROCURA UM CABRITO NO MONTE SION

Um pastor árabe procura um cabrito no Monte Sion,
E no monte em frente eu procuro por meu filho pequeno.
Um pastor árabe e um pai judeu
Ambos no seu temporário fracasso.
Nossas vozes se encontram sobre
A piscina do Sultão, no vale entre nós.
Nenhum de nós quer que o filho e o cabrito
Entrem no terrível processo
Da música da Páscoa "Um Cabrito".*

Depois achámo-los entre os arbustos,
E nossas vozes retornaram a nós
E choraram e riram por dentro.

As buscas de um cabrito ou de um filho
Foram sempre
Começo de uma nova religião nestes montes.


* Canção infantil usada no encerramento da Páscoa dos judeus, ilustrando moralmente como os opressores dos judeus através da História foram destruídos pela divina retribuição por haverem perseguido o "um cabrito" - o Povo Judeu.
YEHUDA AMICHAI

12:22 da tarde  

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