O MacGuffin: Março 2010

sábado, março 20, 2010

Esta chafarica...

...fez anos (sete) ontem. Está aí alguém?

Marvellous

Don't you agree, old chap?

Perpetual Nervousness



O biltre nem sabe o que isto é.





A caminho de mais uma birrinha do Sr. Eng.

Vasco Pulido Valente in Público 20/03/2010

O inquérito

A comissão parlamentar de inquérito ao “caso” Sócrates/PT/TVI começa a trabalhar na próxima terça-feira. O objectivo da comissão é “apurar se o Governo, directa ou indirectamente”, interveio numa alegada tentativa da PT para comprar a TVI e também se o primeiro-ministro “disse a verdade ao Parlamento” na sessão de 24 de Junho, quando declarou não saber nada sobre o assunto. Nunca na história portuguesa um primeiro-ministro foi chamado a uma comissão deste género. Mas Sócrates trata o episódio como se não tivesse qualquer importância. Já disse publicamente que não percebe (?) “a quem os deputados querem fazer mais perguntas”, insinuou que só responde perante o plenário da Assembleia e, pior ainda, não esclareceu se irá em pessoa à comissão, ou se deporá por escrito, como, de resto, a lei inexplicavelmente o autoriza. Claro que não é um verdadeiro tribunal que o julga, como sucederia na América ou em Inglaterra. Mas não se compreende que o eng. Sócrates tome com tanta ligeireza e tanta complacência a pior acusação que lhe podem fazer: a de mentir aos representantes da nação.

O que está em causa não é um incidente político banal, que o PSD e o Bloco resolveram explorar para fins de pura propaganda. O que está em causa é a integridade do Governo e a integridade e a honra do primeiro-ministro. Ou seja, de certa maneira o próprio regime, porque um regime em que o primeiro-ministro mente não merece a ninguém a mais leve confiança. A defesa de Sócrates não se distingue da defesa da democracia. Uma evidência que, manifestamente, nunca penetrou na peculiar cabeça do homem.

Por isso mesmo, e para não agravar o geral descrédito da República, há certas medidas que são obrigatórias. Em primeiro lugar, as sessões da comissão devem ser de “porta aberta” e num lugar digno (a “sala do Senado”, por exemplo). Em segundo lugar, a televisão deve transmitir em contínuo o processo inteiro, para garantir a cada português que não lhe escondem nada e permitir que se forme cá fora uma opinião independente. E, em terceiro lugar, a comissão deve exigir desde o princípio que Sócrates se apresente, para que não fi quem dúvidas sobre o significado da sua eventual ausência. Vivemos num clima de suspeita e sombras. Chegou a altura de clarificar as coisas.

quarta-feira, março 17, 2010

Heróis do mar

Vinte anos de ensino «centrado no aluno» e de «pedagogia construtivista»

A tendência foi esta:




terça-feira, março 16, 2010

E o alerta laranja?

sábado, março 13, 2010

Bom fim-de-semana

Isto é extraordinário

quarta-feira, março 10, 2010

Queridos leitores

O Book Depository (este mês com free delivery worldwide) lançou o concurso "Ooh, a Wodehouse competition". O prémio é um set de 70 obras (edições Everyman), em hardback (sorry maradona), de... adivinharam: P. G. Wodehouse.

Para os caríssimos leitores deste blogue (salvo erro, quatro almas solitárias) que estiverem interessados na coisa, informo que as respostas às perguntas:

a) Where does Lord Emsworth live?

b) Who played Bertie Wooster in Granada Television's 1990s series of Jeeves and Wooster?

c) Which bank did Wodehouse work for between 1900 and 1902?

São as seguintes:

a) Blandings Castle

b) Hugh Laurie

c) Hong Kong and Shanghai Bank (actualmente o HSBC)

Obrigado. Disponham.

sexta-feira, março 05, 2010

Tristeza

Vasco Pulido Valente, in Público 05/03/2010

O espectáculo da pobreza

O Diário Económico organizou um debate entre os três senhores que se pretendem candidatar à presidência do PSD. Não foi com certeza um debate muito excitante. No fim, segundo o Diário de Notícias, já a assistência (que era pouca, coitada) se começava a retirar discretamente e os candidatos ficaram a falar para a trupe, que ou por obrigação profissional ou por espírito de basbaque segue sempre estas coisas. Não admira. Não houve até agora (pelo menos, que me lembre) uma eleição tão vácua e tão inútil como esta. O PSD não tem nada para dizer ao país, que, por sua vez, não espera nada do PSD. E a mediocridade de Passos Coelho, Rangel e Aguiar-Branco seria grotesca, se não fosse penosa. Esta campanha parece uma procissão de defuntos. Sobre o pindérico ainda por cima. Para começar, nenhum dos três santinhos pode apresentar um currículo decente. Nenhum fez parte de qualquer governo ou esteve em funções de especial responsabilidade. E nenhum também se distinguiu por uma grande obra ou pelo seu papel num grande movimento.

Como lhes passou pela cabeça que estavam preparados para mandar em Portugal (sobretudo num período de crise) é um puro mistério. Um mistério que, de resto, não pára de crescer com a futilidade e a imprecisão do que eles resolvem, de quando em quando, comunicar ao seu presuntivo eleitorado. Passos Coelho acha – não se percebe por quê – que representa a modernidade e a renovação. Paulo Rangel acha que representa a “ruptura”. E o que acha Aguiar Branco sobre ele próprio e sobre a vida continua obscuro. Como desde o princípio várias pessoas notaram, a carreira de Passos Coelho é a carreira do aparatchik típico: uma dezena de anos na “Juventude” da casa, um mandato ou outro em S. Bento (a título de recompensa) e a justa obscuridade dos “negócios” pela meia-idade, sob um mentor compassivo (neste caso, Ângelo Correia). Paulo Rangel andou pela Assembleia um tempo e “ganhou” (de acordo com o folclore interno) a eleição para a “Europa”. Quanto a Aguiar-Branco, promovido lentamente pela distrital do Porto, é agora “líder” do grupo parlamentar do PSD.

Quem os quer? Quem é capaz de arranjar no fundo da sua credulidade e benevolência um grão de confiança, ou dúvida metódica, para lhes conceder? É uma tristeza assistir a este espectáculo de pobreza de um partido, que foi o partido de Sá Carneiro. E, vá lá, de Cavaco.
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